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segunda-feira, julho 12, 2010

Ligações - balanço de uma peça

Boa noite a todos!
Não tem sido possível escrever aqui desde há algum tempo. Já sentia saudades.
Ligações terminou e para mim foi mais um projecto conseguido. Um projecto trabalhoso e desafiante. Desafiante pelo texto belíssimo, pela interpretação, pelo cenário e pelo local onde a peça foi feita. Um local de recordações dos meus tempos de liceu.
Um projecto que abracei com a In Impetus, instituição que não tem cruzado os braços apesar dos obstáculos e do péssimismo de alguns. Por vezes não é fácil e a derrota parece estar mesmo ao lado a puxar-nos mas a vontade de fazer teatro é mais forte e não se dá por vencida. Nem pode porque fazer teatro não é vedetismo, não é ser piquinhas e olhar para o próprio umbigo. Teatro é arte, é entrega, é fazer com que uma peça vá para a frente com garra e acreditar naquilo que se está a fazer.
A minha família, amigos e conhecidos foram unânimes nos elogios que fizeram à peça. Agradeço a presença de todos. E já perguntaram:
- Para quando outra peça?
Como todos já sabem o teatro é uma paixão!
Quem não viu a peça terá de esperar pela próxima.

quinta-feira, maio 06, 2010

Teatro - "Ligações"


LIGAÇÕES



Já há muito que as cartas, a roleta, o xadrez deixaram de satisfazer os caprichos destes predadores. Eis que surge o desafio. Os dados são a virgindade, a promiscuidade, a crença e a queda.

O Rei é Valmont, a Rainha Madame de Merteuil, o bispo Madame de Tourvel, a Torre Cécile.

O paladar é francês, dando um toque ainda mais fatalista à matéria em estudo: l'amour.

Sentir ou não sentir, eis a questão. É mais fraco o que sucumbe ou aquele que se auto-inflige?! Pensar que neste jogo há vencedores é uma derrota já anunciada. Neste campo de batalha, a máscara é um objecto indispensável, isto se quiser sobreviver às intempéries de uma sociedade pseudo-moralista. Ainda pensa que o amor faz felizes a quem mais merece? Qualquer ligação é pura e meramente perigosa.



Ligações, A partir de Choderlos de Laclos

Adaptação e encenação: Pedro Barão

Interpretação: Nuno Bernardo, Alexandra Freudenthal, Gabriela Relvas, Jenny Romero, Marta Amado, Paula Antunes, Tatiana Pereira, Francisco Gomes e Sérgio Marcelino

Apoio à concepção de Figurinos: Celina Piedade

Cenografia: Ricardo Santana

Desenho de Luz: João Lacueva

Luz e som: Henrique Martins

Coreografia: Mestre Eugénio Roque

Produção: In Impetus

Direcção de Produção: Pedro Barão

Assistente de Produção: Ana Domingos



2010

De 13 de Maio a 6 de Junho

5ª, 6ª, Sábados e Domingos

22h



Local: Caves do Liceu Camões (Praça José Fontana - Lisboa: entrada pelo portão principal do Liceu)


Reservas: 213157815 (das 10h30 às 19h, todos os dias) ou inimpetus@netcabo.pt (dias de semana entre as 10h30 e as 19h)


quarta-feira, julho 29, 2009

"Vertigens" no MOITAMOSTRA 2009

Vertigens vai ser a peça de encerramento do MOITAMOSTRA 2009 no dia 2 de Agosto, na aldeia da Moita, perto de Viseu, Concelho de Castro Daire.

segunda-feira, julho 20, 2009

"Vertigens" - última noite no Palco Oriental

A Directora Executiva, a Chefe Administrativo, o Programador Informático, as Secretárias Loira, Ruiva, Morena e Castanha e o Mensageiro despediram-se do Palco Oriental ontem com a peça "Vertigens". Foram cinco fins-de-semana vertiginosamente emotivos, de muito empenho, de um elenco muito engraçado que deu vida ao texto de Sergi Belbel.
Momentos que deixam saudades.

sexta-feira, julho 03, 2009

Vertigens 2.9 - já em cena


Em cena no Palco Oriental, "Vertigens 2.9" já foi visto por um público considerável.


Deixo aqui o link para o artigo que Rogério Santos, meu ex-professor de Públicos e Audiências durante o curso de Comunicação Social, escreveu no seu blogue: http://industrias-culturais.blogspot.com/2009/06/vertigens.html


A paixão pelo teatro leva-nos a uma entrega cheia de esperança e garra. Foram meses de trabalho que agora se concretizam em cada segundo que o palco ganha vida entre aquelas paredes que irradiam muitos anos de dedicação.

Sentirmos a reacção das pessoas, que carinhosamente se deslocam para nos ir ver, é um estímulo que nos faz querer dar ainda mais nós.

Trata-se de um texto intenso, revestido de comédia e drama, o qual recriamos, cada um na sua personagem, com ímpeto.

"Vertigens 2.9" está em cena no Palco Oriental até dia 19 de Julho.

Esperamos por si, para mergulhar vertiginosamente nestas noites de teatro!

sexta-feira, junho 12, 2009

Vertigens 2.9 - Palco Oriental


Poder, Sedução, Fraqueza, Agressividade, Inveja, Mistério, Manipulação são alguns dos sentimentos e acções fortemente explorados pela peça Vertigens 2.9, que estreia dia 19 de Junho no Palco Oriental. A peça promove um jogo duplo, onde os personagens procuram manipular uns aos outros, ao mesmo tempo que deixam cair a máscara social, revelando vertiginosamente aquilo que são. Vertigens 2.9 retrata as relações humanas através de oito personagens que carregam dentro de si os males da sociedade, os instintos do ser humano e a busca pela felicidade.

A peça Vertigens 2.9 estará em cena do dia 19 de Junho a 19 de Julho (6ª, Sábado e Domingo às 22h), no Palco Oriental, Calçada do Duque de Lafões, 78, Beato, Lisboa.
Preço do bilhete: 7€, mas há desconto para estudantes, profissionais do espectáculo e maiores de 65 anos, as reservas podem ser feitas pelo telefone, 21 3157815.
Mais informações no site www.inimpetus.org.

Texto Original: Sergi Belbel
Tradução: Inês Câmara Pestana
Dramaturgia&Encenação: Pedro Barão
Musica original: Miguel Pyrait
Desenho de luz: Carlos Ramos
Cenografia&Grafismo: Elizabeth Almeida
Figurinos: In Impetus
Interpretação: Ana Domingos; Daniela Oliveira; Madalena Vaz Pinto; Marta Amado; Pedro Caseiro; Ricardo Sá; Rui Dionísio
Operação de Luz e Som : Gi Carvalho e Pedro Barão
Produção: In Impetus
Direcção de produção: Gi Carvalho
Assistente de produção: Regiane Barros

Contactos para Imprensa:
e-mail:
inimpetus@netcabo.pt
tm: 92 7142305

segunda-feira, julho 28, 2008

Romeu e Julieta do Grupo de Vanguarda


2º Exercício do Curso de Formação de Actores 2007/2008
A noite de ontem foi de aplausos. A In Impetus voltou a presentear o Belém Club com mais uma peça: Romeu e Julieta do Grupo de Vanguarda, de Vicente Sanches.


Com a promessa, Nunca se viu uma peça tal. Mas vai-se hoje ver. Vai-se hoje ver, os excelentíssimos espectadores e as excelentíssimas espectadoras encheram a sala e assistiram numa 1ª fase ao ensaio do Romeu e Julieta e numa 2ª fase à revolução do Grupo de Vanguarda.


Uma peça que pretende despertar a consciência do público e o convida a fazer uma reflexão acerca da vida e da morte.


Teatro dentro do teatro. Construir e desconstruir. Um desafio constante.


Parabéns e obrigada a todos! Todo o esforço e esperança valeram a pena e continuam a valer! Adoro fazer parte deste projecto! Aprendi muito e continuo a aprender.


Tal como na peça anterior - A Marcha - o sentimento de fazer teatro é indescritível, é maravilhoso. A vontade e prazer é constante e quem me dera poder fazê-lo todos os dias! Nesta peça que apresentámos ontem fiquei ainda com mais garra e a cada nova experiência a minha vontade é maior. O calor do público e as suas reacções acolhem-nos, são um incentivo. Tornam aquele momento ainda mais especial. Uma energia muito boa!


Desta vez, o meu personagem, estava do lado dos espectadores, como sendo um deles. Foi desafiante a interacção com os colegas que estavam no palco e também com os colegas que tal como eu fizeram de espectadores. Consegui uma outra visão da peça em si. Uma visão mais global.


Romeu e Julieta do Grupo de Vanguarda parte agora para o Festival Moita Mostra 2008, encontro d'artes em meio rural: próximo fim-de-semana na Aldeia da Moita (Conselho de Castro-Daire).




Em Setembro, dia 20 e 21, a peça estará de volta ao palco do Belém Club, Calçada da Ajuda, Lisboa.


In Impetus, sempre em frente!


Marta Amado.

sexta-feira, maio 23, 2008

As Lágrimas Amargas de Petra von Kant



O último projecto do Grupo de Teatro Miguel Torga: a peça "As Lágrimas Amargas de Petra von Kant", de Rainer Werner Fassbinder.

Estará em cena dia 15 de Maio, no Teatro da Politécnica (FATAL), e nos dias 16, 19, 20, 22, 23 e 24 de Maio Faculdade de Ciências Médicas, anfiteatro 1. 21h30.


SINOPSE

Petra: (…) Houve momentos tão belos que… momentos em que se esquece tudo, tudo, como se se pudessem resolver todas as dificuldades, como se se pudesse encontrar uma base de entendimento, que… ora, a carroça estava atolada em merda.

Sidónia: Pobre de ti! Coitada!

Petra: As coisas são fáceis de lamentar, Sidónia, mas mais difíceis de compreender. Quando compreendo não devo lamentar, pois posso mudar o que compreendo. Só devo lamentar a sério o que não compreendo.

Sidónia: Já vejo que essa coisa toda fez de ti uma mulher dura. É pena, as mulheres duras sempre me desagradaram.

Petra: Pareço dura porque uso a cabeça. Não estás habituada a que as mulheres pensem. (…)



Minha opinião:
Não conhecia a história da peça mas o seu nome despertou muito a minha curiosidade. Por esse motivo, e também porque geralmente as peças realizadas pelo Grupo de Teatro Miguel Torga são sempre muito interessantes, combinei com um grupo de amigos e lá fomos todos ver a peça.
As expectativas foram mais do que superadas pela interpretação do elenco, e pela forma como o cenário ia sendo construido. O texto em si é profundo e toca-nos.
Todo o elenco está de parabéns e quero salientar o excelente trabalho das actrizes que interpretaram Petra (protagonista) e Marlène (empregada de Petra). Vera Bernardino conseguiu-nos transmitir a complexidade do seu personagem (Petra) ao longo de toda a peça. Da mesma forma, Marta Silva conseguiu com que o público captasse a presença sempre discreta mas importante do seu personagem Marlène. Sem proferir uma única palavra, as suas emoções e reacções eram totalmente perceptíveis através da expressão corporal e facial.
Uma peça onde os padrões da sociedade são expostos, onde o amor e os interesses são abordados de forma directa, sem tabus.
Uma peça que devia ser vista por todos.


terça-feira, maio 15, 2007